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Produção industrial cresce em 11 das 15 regiões em agosto, aponta IBGE

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Maiores avanços foram no Amazonas (7,8%) e no Pará (6,8%). Em São Paulo, indústria cresceu 2,6% após três meses seguidos em queda

A produção industrial registrou alta na passagem de julho para agosto em 11 das 15 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta o levantamento divulgado nesta terça-feira (8).

"Os maiores avanços foram no Amazonas (7,8%) e no Pará (6,8%), mas São Paulo (2,6%), Ceará (2,4%), Pernambuco (2,1%), Rio de Janeiro (1,3%), Mato Grosso (1,1%) e Minas Gerais (1,0%) também cresceram acima da média nacional (0,8%), enquanto Paraná (0,3%), Região Nordeste (0,2%) e Goiás (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em agosto", informou o IBGE.

Já a queda mais intensa foi no Rio Grande do Sul (-3,4%). Os outros locais com retração foram Santa Catarina (-1,4%), Espírito Santo (-1,4%) e Bahia (-0,1%).

Depois de três quedas seguidas, produção industrial cresceu em agosto

Na média geral do país, a produção industrial brasileira cresceu 0,8% em agosto, interrompendo 3 meses seguidos de queda, conforme divulgado na semana passada. Apesar da alta, o ritmo de recuperação do setor permanece menor que o registrado em 2018. No ano, setor ainda acumula queda de 1,7%.

No acumulado no ano, 9 das 15 regiões ainda registram queda. A mais intensa é a da indústria do Espírito Santo (-12,8%), seguido por Minas Gerais (-5%) e Região Nordeste (-4,4%). Já o Paraná lidera as altas, com avanço de 6,5% no ano, seguido por Rio Grande do Sul (4,9%) e Santa Catarina (3,2%).

Destaques de agosto

A indústria paulista cresceu 2,6% em agosto, influenciada pelo aumento na produção de açúcar. Mesmo assim, o setor industrial em São Paulo mostra retração de 0,7% no acumulado no ano.

Outro destaque no mês foi a alta de 6,8% no Pará, com a retomada da atividade extrativa, que representa cerca de 88% da atividade industrial do estado e que sofreu perdas após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), em janeiro.

No Amazonas, o crescimento foi de 7,8%, a maior expansão, na comparação com o mês anterior, impulsionado, segundo o IBGE, pelo "aumento na produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, especialmente televisores, na Zona Franca de Manaus".

Confira o resultado de julho por região pesquisada:

  • Amazonas: 7,8%
  • Pará: 6,8%
  • Região Nordeste: 0,2%
  • Ceará: 2,4%
  • Pernambuco: 2,1%
  • Bahia: -0,1%
  • Minas Gerais: 1%
  • Espírito Santo: -1,4%
  • Rio de Janeiro: 1,3%
  • São Paulo: 2,6%
  • Paraná: 0,3%
  • Santa Catarina: -1,4%
  • Rio Grande do Sul: -3,4%
  • Mato Grosso: 1,1%
  • Goiás: 0,2%

Recuperação lenta e perspectivas

A indústria tem sido afetada em 2019 pelo ritmo mais fraco de recuperação da economia e também por fatores adicionais, como a queda das exportações para a Argentina, devido à crise econômica no país vizinho e os desdobramentos da tragédia de Brumadinho (MG).

Os dados do IBGE mostram que, em agosto, apenas 10 dos 26 ramos pesquisados registraram alta na produção, o que mostra que a recuperação registrada em agosto foi concentrada em poucas áreas, com destaque para as indústrias extrativas (6,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,6%) e produtos alimentícios (2%).

Para o consolidado de 2019, os economistas das instituições financeiras passaram a ver uma contração ainda mais acentuada da indústria neste ano, de 0,65%, contra queda de 0,54% estimada antes, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada na véspera.

Para o resultado do PIB de 2019 do Brasil, a previsão atual do mercado é de uma alta de 0,87%.

Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os números de agosto mostram uma interrupção do processo de recuperação da indústria brasileira. "Neste contexto, alguns ramos têm sido mais afetados do que outros, como é o caso do setor extrativista e da indústria automobilística, mas a perda de dinamismo é muito mais disseminada do que isso. Basta lembrar que mais de 60% dos ramos industriais acumulam queda neste ano e que 30% daqueles que conseguiram se manter no azul sofreram acentuada desaceleração", destacou em comunicado divulgado na sexta-feira (4).

Fonte: G1 / Imagem: Pexels

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